INICIAR SESIÓN🔥
A noite caiu silenciosa sobre a mansão. Mas dentro de Aurora… não havia nada de silencioso. Ela se revirava na cama pela terceira vez. O lençol já estava todo bagunçado. O corpo quente. A mente inquieta. E o motivo tinha nome. Adrian Volkov. — Droga… Aurora virou de barriga para cima, encarando o teto. Ela nunca foi daquele tipo de mulher. Nunca ficou assim por homem nenhum. Nunca. Mas ele… era diferente. O jeito autoritário. O olhar intenso. A forma como se aproximava dela como se pudesse dominá-la com um simples gesto… Aquilo mexia com ela. Muito mais do que deveria. Aurora fechou os olhos. Mas a imagem dele apareceu imediatamente. Molhado. Com aquela toalha baixa na cintura. As gotas de água escorrendo pelo corpo… descendo… sumindo… Ela soltou um suspiro baixo. O corpo reagiu sozinho. Como se tivesse vontade própria. — Isso é loucura… Mas mesmo dizendo isso… sua mão deslizou lentamente pelo próprio corpo. Hesitante no início. Mas depois… menos. Porque a imagem dele não saía da sua cabeça. A voz dele. Perto do ouvido dela. Baixa. Rouca. Dominante. Aurora mordeu o lábio. O coração acelerado. A respiração ficando mais pesada. Cada pensamento… mais intenso que o outro. Cada lembrança… mais proibida. Ela apertou os olhos com força. Tentando parar. Mas não conseguiu. Porque, pela primeira vez na vida… ela queria sentir. Queria saber como seria… ser tocada daquele jeito. Como seria ter aquelas mãos fortes segurando seu corpo… aquela voz mandando… aquele olhar queimando… Um gemido baixo escapou dos lábios dela antes que pudesse impedir. E foi nesse momento— um som. Aurora congelou. Alguém estava ali. Ela abriu os olhos rapidamente. O coração disparando. — Quem está aí? Silêncio. Então… a porta se abriu lentamente. E ele apareceu. Adrian. Aurora sentou-se na cama num movimento rápido, puxando o lençol contra o corpo. O rosto quente. O olhar nervoso. — O que o senhor está fazendo aqui? A voz dela saiu mais fraca do que gostaria. Adrian entrou. Fechando a porta atrás de si. Os olhos dele estavam escuros. Mais do que o normal. — Eu ouvi um barulho. Mentira. Aurora sabia. Ele não parecia alguém que estivesse preocupado com barulhos. Parecia alguém que estava… atraído. — Eu estou bem — disse ela rapidamente. — Não parece. Ele se aproximou. Devagar. Como sempre fazia. Como se cada passo fosse calculado. Aurora apertou o lençol com mais força. — Eu disse que estou bem. Ele parou perto da cama. Observando-a. Intensamente. — Você está tremendo. Ela engoliu seco. — Está frio. Adrian olhou ao redor do quarto. — Não está. Silêncio. O ar ficou pesado. Denso. Carregado de algo que nenhum dos dois queria nomear. — O senhor pode sair — disse Aurora, tentando manter o controle. Ele não se moveu. — Não. O coração dela acelerou ainda mais. — Por quê? Adrian deu mais um passo. Agora estava perto demais. De novo. — Porque eu quero entender. — Entender o quê? Ele inclinou levemente a cabeça. Os olhos fixos nela. — O que você está fazendo comigo. Aurora sentiu o corpo inteiro arrepiar. — Eu não estou fazendo nada. — Está. A resposta veio imediata. Baixa. Pesada. — E isso está começando a me irritar. Ela soltou uma pequena risada nervosa. — Problema seu. Os olhos dele escureceram ainda mais. — Cuidado com o que diz. Aurora levantou o queixo. Mesmo com o coração disparado. — Ou o quê? Silêncio. Adrian a observou por alguns segundos. Como se estivesse perdendo a paciência. Ou o controle. Talvez os dois. Então… ele se inclinou. Aproximando-se lentamente. Aurora prendeu a respiração. — Ou eu posso fazer algo que nós dois vamos nos arrepender. A voz dele estava perigosamente baixa. Perto demais. Quente demais. O corpo de Aurora reagiu na mesma hora. Mesmo sem querer. Mesmo sabendo que era errado. — Então não faça — sussurrou ela. Mas não se afastou. E isso… foi o erro. Adrian aproximou ainda mais o rosto. Agora os lábios estavam a poucos centímetros. A respiração dele misturando-se com a dela. O momento parou. O mundo desapareceu. Tudo o que existia… era aquilo. Aurora fechou os olhos por um segundo. Sem perceber. Sem pensar. E foi o suficiente. Porque quando abriu… ele ainda estava ali. Ainda mais perto. E dessa vez… sem controle nenhum. Mas então— Adrian recuou bruscamente. Como se tivesse levado um choque. Passou a mão pelo rosto. Irritado. Consigo mesmo. — Isso não pode acontecer. Aurora sentiu uma mistura de frustração e alívio. — Eu concordo. Mas sua voz não parecia tão firme. Ele a encarou por mais um segundo. Intensamente. Como se estivesse gravando cada detalhe dela. — Tranque a porta. Disse isso seco. Autoritário. E saiu. Deixando Aurora sozinha. Com o corpo em chamas. A mente confusa. E uma certeza perigosa crescendo dentro dela: Aquilo não ia parar. Não depois daquela noite. Porque agora… não era só tensão. Era desejo. E estava ficando impossível de controlar. 🔥 😈❤️ Cinco anos se passaram. O tempo transformou muitas coisas. Elena já não era o pequeno bebê que dormia no colo do pai. Agora corria pelos jardins da propriedade com os cabelos escuros voando ao vento e uma coroa de flores torta na cabeça. Tinha os olhos intensos de Adrian. O sorriso luminoso de Aurora. E a extraordinária capacidade de conseguir tudo o que queria do pai com um simples piscar de cílios. Naquela tarde de primavera, o jardim estava repleto de risadas. O filho mais velho, agora mais maduro, corria atrás da irmã com paciência e devoção de irmão protetor. Elena gargalhava. — Você não vai me pegar! Aurora observava a cena sentada no balanço da varanda. Vestia um vestido leve, os cabelos soltos e o mesmo brilho sereno nos olhos. Adrian surgiu por trás dela. Mais maduro. Mais seguro. Mas ainda com o mesmo olhar capaz de fazê-la perder o fôlego. Ele pousou as mãos em seus ombros e beijou seus cabelos. — No que está pensando? Aurora sorriu. — Em como o tempo
Três semanas se passaram desde o nascimento de Elena.A mansão, antes marcada por reuniões, estratégias e longos silêncios, agora era preenchida por sons muito mais preciosos.O riso do filho mais velho correndo pelos corredores.O choro suave de Elena durante a madrugada.A voz calma de Aurora cantando canções de ninar.E Adrian.Sempre Adrian.Mais presente do que nunca.Naquela manhã, Aurora despertou e encontrou a cama vazia.Sorriu.Já sabia exatamente onde o marido estaria.Colocou o robe e caminhou em silêncio até o quarto de Elena.Parou à porta.E seu coração se aqueceu.Adrian estava sentado na poltrona, Elena adormecida em seus braços.O filho mais velho, ainda sonolento, repousava com a cabeça no colo do pai.Adrian lia um livro infantil em voz baixa, como se contasse um segredo ao universo.Aurora encostou-se ao batente da porta.Observando a cena.Os olhos marejados.Adrian ergueu o olhar.Sorriu ao vê-la.— Bom dia, meu amor.Aurora aproximou-se.Sentou-se no braço da p
A primeira manhã com Elena amanheceu envolta em uma paz quase sagrada.A suíte do hospital estava silenciosa.O sol entrava pelas cortinas, espalhando uma luz dourada sobre o quarto.Aurora despertou lentamente.Por um instante, ficou imóvel, apenas observando a cena à sua frente.Adrian estava sentado na poltrona próxima à janela.A camisa social da noite anterior ainda amassada.Os cabelos levemente bagunçados.Os olhos fixos no pequeno embrulho em seus braços.Elena dormia serenamente.Minúscula.Perfeita.Adrian a observava como se contemplasse o maior tesouro do universo.Aurora sentiu o coração transbordar.— Você passou a noite inteira olhando para ela?Adrian ergueu os olhos.Um sorriso emocionado surgiu em seus lábios.— E por você.Aurora sorriu.— Você dormiu?Adrian deu de ombros.— Pouco.Mas não consegui parar de olhar para vocês duas.Aurora estendeu os braços.— Venham aqui.Adrian aproximou-se com cuidado e sentou-se ao lado dela na cama.Entregou Elena nos braços da
A madrugada estava silenciosa.O quarto era preenchido apenas pelo som constante das ondas quebrando na praia e pela respiração tranquila de Adrian.Aurora despertou com uma sensação diferente.Uma pressão intensa no baixo ventre.Ela franziu o cenho.Sentou-se devagar na cama.No mesmo instante, um líquido quente escorreu por suas pernas.Aurora arregalou os olhos.Por um segundo, ficou imóvel.Então levou a mão à barriga.E sorriu, emocionada.— Adrian.Ele abriu os olhos imediatamente.Ao ver a expressão dela, sentou-se num salto.— O que aconteceu?Aurora segurou a mão dele.Os olhos brilhando de lágrimas.— Acho que nossa filha decidiu nascer.Por um segundo, Adrian apenas piscou.Como se o cérebro precisasse de um momento para processar.Então entrou em ação.Saltou da cama.Pegou o telefone.Chamou a equipe médica.Separou as malas.Verificou documentos.Conferiu tudo duas vezes.Aurora, sentada na cama, observava o marido correr pelo quarto.Não conseguiu conter a risada.— Ad
A manhã começou tranquila.O sol entrava pelas cortinas de linho, iluminando o quarto com uma luz dourada e suave.Aurora despertou sentindo o calor do corpo de Adrian atrás de si.Os braços dele a envolviam com firmeza protetora.Uma mão repousava sobre sua barriga.Como acontecia todas as noites.Aurora sorriu.Nos últimos meses, Adrian parecia incapaz de dormir sem tocar nela e em Elena.Ela acariciou os dedos do marido.— Bom dia, meu amor.Adrian despertou lentamente.Beijou seu ombro.— Bom dia, minhas meninas.Aurora riu baixinho.— Você realmente se acostumou a dizer isso.Adrian aproximou os lábios de sua barriga.— E nunca vou me cansar.Aurora virou-se para ele.O rosto tão próximo do dele que podia ver o brilho amoroso em seus olhos escuros.— Hoje vamos terminar de arrumar a mala da maternidade.Adrian assentiu.— Já revisei tudo três vezes.Aurora arqueou a sobrancelha.— Claro que revisou.Adrian sorriu.— E ainda vou revisar mais duas.Aurora riu.— Você será o pai mai
O fim da tarde tingia o céu em tons de dourado e âmbar.Aurora estava no quarto de Elena, organizando as pequenas roupas que haviam chegado naquela manhã.Vestidinhos delicados.Meias minúsculas.Laços de seda.Cada peça arrancava um sorriso emocionado.Ela passou os dedos sobre um macacão branco bordado com pequenas estrelas douradas.— Sua irmã vai ser a bebê mais mimada do mundo — murmurou para o filho, que brincava no tapete.O menino ergueu os olhos.— Papai vai dar muitos presentes.Aurora riu.— E a mamãe também.O filho sorriu.— Eu vou proteger a Elena.O coração de Aurora se aqueceu.Ela se ajoelhou diante dele.— Você já é o melhor irmão do mundo.O menino abraçou seu pescoço.— Eu amo vocês.Aurora o apertou contra o peito.— Nós também amamos você mais do que tudo.Na mesma hora, Adrian encerrava uma videoconferência em seu escritório.Dimitri entrou sem bater.A expressão séria chamou imediatamente sua atenção.Adrian fechou o laptop.— O que aconteceu?Dimitri colocou u







