Mag-log in"Valentina"O Fausto não pediu licença, avançou a passos largos e segurou o braço do Breno sem nenhuma delicadeza ou cortesia, levantando o inútil como se fosse um saco de lixo. O playboy soltou um guincho de medo, tentando resistir ao aperto, seu rosto se convertendo numa expressão de pânico. Mas antes que o Fausto pudesse alcançar a porta, arrastando o Breno com ele, a Aurélia desabou por completo no desespero. Ela se levantou em um salto, engoliu todo o orgulho e esticou as mãos trêmulas na minha direção, implorando com lágrimas de desespero.- Não! Pelo amor de Deus, Valentina, para! Não faça isso com o meu filho, eu imploro! Ele não tem para onde ir. Deixe o Breno ficar, eu pago as despesas dele!Eu ergui a minha mão firme, fazendo o Fausto parar, mantendo o playboy praticamente suspenso no ar. Eu encarei a Aurélia. Eu não podia negar que ela era uma boa mãe, ou pelo menos uma mãe que protegia a cria. - Perua, você precisa deixar esse inútil virar homem. Ficar assumindo as respo
"Valentina"O jantar de segunda-feira foi embalado por um silêncio quebrado apenas pelos talheres tocando sutilmente a porcelana. Havia a tensão de todas as refeições na mansão Montenegro, mas também parecia que algo estava prestes a acontecer. Eu senti um calafrio ao olhar para aqueles três folgados sentados à minha frente. Eles se comportavam como a realeza, mas não passavam de ratos oportunistas. Eles estavam muito quietos, talvez pensando que eu tinha me esquecido do prazo do playboy, mas eles estavam enganados. Eu não me esqueci. Eu sabia que o inútil nem tinha procurado um emprego, a D. Marta me mantinha informada de tudo, mas eu deixei que ele saboreasse a última refeição. É claro que eu sabia que a Aurélia não aceitaria a expulsão do filho e armaria uma confusão, por isso eu tinha uma carta na manga e essa seria muito mais divertida do que colocar o inútil pra fora. Eu dei uma olhada para o Dante, ele me lançou um meio sorriso, alheio ao que estava prestes a acontecer, mas a
"Valentina"O silêncio que se instalou no escritório depois que o meu marido resolveu a nossa aposta com um empate técnico que premiou a nós dois era carregado de uma cumplicidade gostosa. Enquanto o Dante comandava o seu império com a seriedade de um homem intocável, eu fazia os últimos ajustes para a inauguração do meu estúdio, mas vez ou outra eu erguia os olhos para admirar o homem que estava preenchendo a minha vida com sentimentos que eu pensei que nunca teria. No fim da tarde, enquanto eu estava de pé junto à mesa retocando o batom, o Dante veio por trás, envolveu a minha cintura com os seus braços fortes e colou o seu corpo no meu, deixando um beijo quente e demorado na curva do meu pescoço que me fez fechar os olhos e sorrir. - Passei o dia ansioso para tirar o seu vestido de novo. - Ele confessou. Eu me virei em seus braços e coloquei as mãos no seu peito. - Eu estou ansiosa para que você faça isso. - Eu respondi e o sorriso dele foi uma doce recompensa. - Não diz isso,
"Valentina"Meu marido andava a passos largos pelo corredor da empresa, me puxando como se algo urgente estivesse esperando por nós na sala dele. Ao passar pela secretária ele deu a ordem para não ser interrompido, com a seriedade de quem está entrando em uma reunião de negócios. Assim que entramos na sala, ele trancou a porta, deu um beijo no meu rosto e se sentou na sua cadeira, como um rei em seu trono. Ele me encarava com um sorrisinho confiante. - Seja uma boa perdedora, Encrenca. - Ele falou com um tom leve e divertido.- Eu não perdi a aposta e não vou tirar a roupa pra você! - Eu declarei e fui para a minha mesa. Ele se levantou e veio em minha direção, me abraçando por trás.- Ah, você perdeu, amor. - Ele sussurrou no meu ouvido. Suas mãos alcançaram a barra do meu vestido e puxando um pouco para cima, as pontas dos seus dedos roçando a minha pele. Eu fechei os olhos, tentando reprimir aquela onda de desejo que ele me causava só com aquela proximidade. Ele tinha poder sobr
"Valentina" A Tatiana e o Murilo se encaravam como se nós não estivéssemos ali. Ela estava sem palavras, com as mãos nos braços do Murilo e a respiração um pouco ofegante. Ele tinha aquele ar confiante de sempre, o sorriso de canto e uma diversão brilhando no olhar. - Eu ia te beijar de qualquer jeito, Morena! E você não pode reclamar, passou a semana me provocando com aquela coisinha bonitinha no umbigo. Nós somos amigos, mas eu não sou de ferro... e você também não. - O Murilo jogou a verdade na cara da Tatiana sem preâmbulos, a colocou de volta sentada na poltrona como se fosse uma boneca de pano e se virou para nós, ainda com aquele sorriso convencido. - Eu beijei a Tatiana! Estava louco para beijá-la e ela me deu a deixa perfeita. Foi bom? Não! Foi ótimo! Definitivamente, essa mulher sabe usar a língua. Mas isto é um assunto meu e dela e vocês dois, curiosos, parem de apostar sobre nós. - O Murilo nos advertiu. Eu o encarei surpresa. Nós queríamos uma confirmação e recebemos
"Valentina"O Dante e eu havíamos combinado de visitar a minha avó no fim do dia para dar a notícia da gravidez a ela. Eu sabia que a minha avó ficaria muito feliz e estava ansiosa para falar com ela, mas eu também estava ansiosa para falar com outra pessoa e por isso nós estávamos parados diante da porta do escritório do Murilo.- Como vamos fazer isso, Encrenca? - O Dante me perguntou baixo. - Como vamos perguntar a eles de quem foi a iniciativa do beijo?- Vamos ser discretos, não queremos constranger ninguém. - Eu propus e ele riu.- E você consegue ser discreta? - Ele me perguntou bem humorado.- Ah, que engraçadinho! - Eu estreitei os olhos para ele, que tentou parar de rir, mas falhou. - Vamos entrar.- Nós não vamos... bater?- O Dante começou a perguntar quando eu coloquei a mão na maçaneta, mas quando ele terminou a pergunta, eu já tinha aberto a porta e dado um passo para dentro. A Tati e o Murilo estavam em silêncio, com os olhos voltados cada um para a sua tela de computa







