LOGINRhaenyra balerion
Estou em cima a uma cama completamente confortável,faz muito tempo que não sinto meu corpo relaxado assim,dá uma vontade de ficar nessa cama sem problemas para resolver. Passa minhas mãos em volta da manta veludo,mas não estou sozinha na cama,sinto braços em volta da minha cintura,abro os olhos com muita força que as veias laterais da minha cabeça doem,quando o faço toda a ficha cai,gazo. Merda,merda,merda,muita merda. Minha mente cantarolava isso,em advertência da minha completa estupidez. Como eu fui tão tola,eu deixei ele fazer o quê bem entendesse comigo,será que a gente passou dos limites, Não. Não pode,eu acabei desmaiando,mas será que ele mim estuprou? - Não sou esse tipo de homem!_ Uma voz grossa fala perto ao meu ouvido mim fazendo levantar em um pulo da cama,mas mim arrendo de ter o feito,pós logo que pisei no lindo chão de mármore branco minha cabeça doeu e meu pescoço ardia,mas nada desconfortável,dava para aguentar a dor. Eu mim viro para o deus grego na cama que ainda continua de olhos fechados com uma carranca terrível no rosto,mas ele continua sendo um pedaço de mão caminho. Eu preciso ir embora,eu não sei como cheguei aqui o que não importava nesse maldito momento,eu só queria chegar a minha casa e esquecer toda essa locura. Percorro meus olhos pelo quarto a procura de uma porta,e eu vejo algo parecido com uma porta,eu mim viro e começo a caminhar até a porta,mas antes que eu chegue até ela, Viserys fala em tom de advertência. - Rhaenyra volta para cama,eu estou exausto e sem forças agora,e eu sei que você está assustada e com medo,mas eu prometo que irei explicar tudo_ Ele fala tudo isso sem paciência,o que tem de bonito tem de arrogante também,ele continuava com os olhos fechados,mas como ele sabe que eu estou a caminho da porta. Mas é óbvio nem Rhaenyra,se ele consegui rosnar e ainda ter pressas... Espera pressas?tudo começa a vir a tona na minha mente eu nem lembrava desses detalhes,eu só mim lembrava da parte em que estávamos em um clima completamente erótico em que ele morte o meu pescoço e eu apago. Mas agora,eu lembro de tudo,das veias que percorriam o seu pescoço,dos seus olhos ficando pretos,da voz dele ficar mil vezes grossa e arrogante,o fato de ele mim tratar como um objeto,achando que eu era dele,o homem que mim chamava de luna. Isso só pode ser algum tipo de piada. Ando até a porta e tento abrir mas ela não abri,então foi quando eu percebi que preciso empurrar como se fosse um closet,e aí vi um corredor enorme,comecei a vagar por ele a dor no meu pescoço aumentava,eu não mim sentia bem , estava com muita dor no pescoço meus pés começam a falhar,eu ouço Viserys mim chamar mas eu ignoro,chego a uma enorme escada e começo a descer devagar com medo de cair pós minha visão está começando a ficar turva,será que eu fui dopada ou envenenada. Chego a uma enorme sala que não tive o prazer de apreciar pós comecei a ficar com febres eu estava a sentir frio nos ossos. - Luna?_ Uma voz feminina diz,eu não sei se é comigo ou com outra pessoa,mais aí á pessoa repeti o chamado. - Luna,a rainha se senti bem?_ A mesma pessoa que mim pergunta eu tento falar mas nada sai além de gritos de dor e súplica. Eu estava a sentir uma dor insuportável,um vazia terrível,e eu só via Viserys na minha mente. O que se passa comigo. - Por favor faça parar,eu não aguento mais_Eu disse para sei lá quem. - Alphaaaa_A senhora que se encontrava comigo na sala grita. E em minutos seguinte a dor começa a dessipar,mas ainda não havia parado. Quando senti braços familiares mim levantando do chão. - Ei,ei tá tudo bem_ eu sabia que era Viserys,eu não mim importava com isso,eu só queria ficar nos seus braços até eu recuperar completamente a consciência. - Já passou,tá tudo bem minha luna _Ele fala fazendo cafuné em mim,mim deixando ainda mais relaxada. Eu não estava entendendo nada,mas eu sentia que daqui em diante será uma baita confusão.APENAS NÓS DOISRhaenyraNaquela manhã, acordei com uma sensação estranha.Não era medo.Não era aquela inquietação que vinha me acompanhando desde que os sonhos começaram.Era paz.Uma paz tão rara que, por alguns segundos, permaneci de olhos fechados, apenas ouvindo a respiração de Viserys ao meu lado.Não havia uivos.Não havia vozes.Não havia visões.Nenhum presságio.Apenas nós.Abri os olhos lentamente.Viserys estava deitado de costas, ainda dormindo. Os cabelos escuros estavam desarrumados sobre a testa, e havia algo quase infantil em sua expressão tranquila.Sorri.Talvez fosse disso que eu precisasse.Não de respostas.Não naquele dia.Talvez precisasse apenas de um dia em que o mundo não exigisse nada de nós.Levantei-me silenciosamente e fui até a janela.O céu estava limpo.A floresta parecia tranquila.Por um instante, pensei em tudo o que nos esperava.As fronteiras.Kaelen.Os Filhos da Lua.Os vampiros.Os sonhos.Aquela estranha promessa de mais de mil e quinhentos
A PROMESSA QUE DORMEViserysRhaenyra dormia.Pelo menos era o que parecia.Estava deitada ao meu lado, a respiração tranquila, os cabelos espalhados sobre o travesseiro.Mas eu não conseguia fechar os olhos.Depois da conversa daquela noite, algo havia mudado.Antes, eu podia convencer-me de que aqueles sonhos eram apenas sonhos.Agora não.Havia detalhes demais.Sensações demais.E, principalmente, havia uma coincidência impossível.Nós dois estávamos sonhando com os mesmos lugares.Com as mesmas pessoas.Com a mesma cascata.Com a mesma fronteira.E um com o outro.Olhei para Rhaenyra.Ela se mexeu.Suas sobrancelhas franziram.— Não…Sua voz saiu quase inaudível.Sentei-me imediatamente.— Rhaenyra?Ela continuou dormindo.— Não me deixes…Meu peito apertou.Toquei seu ombro.— Rhaenyra.Ela abriu os olhos de repente.Sentou-se, ofegante.Olhou para mim como se tivesse acabado de voltar de muito longe.— Viserys…— Estou aqui.Ela levou a mão ao peito.— Eu estava lá novamente.—
ECOS DA LUARhaenyraA palavra continuou ecoando dentro da minha cabeça muito depois de eu deixar a Cascata da Divisão para trás.Viserys.Não importava quantas vezes eu tentasse afastá-la.Ela permanecia.Como uma música antiga que alguém havia ensinado à minha alma antes mesmo de eu aprender a falar.Caminhei pela floresta sem realmente perceber o caminho.Os galhos das árvores arranhavam meus braços, mas eu mal sentia. Minha mente estava presa às imagens que Kaelen havia me mostrado.Correntes.Fogo.Sangue.Olhos vermelhos.E ele.Viserys.Não o Viserys que eu conhecia.Ou talvez…Exatamente ele.Essa era a parte que mais me assustava.No sonho, havia algo nele que parecia diferente. Não em seu rosto. Não exatamente. Era a maneira como ele me olhava.Como se tivesse medo de me perder.Como se já tivesse me perdido antes.Parei no meio do caminho.Fechei os olhos.Aquela sensação voltou.Calor.Segurança.Pertencimento.Minha mão apertou o pingente contra o peito.— O que está acon
Rhaenyra Targarian Eu continuava ali, de frente para a cascata, tentando entender o sonho que tivera dias atrás. Era uma narração perfeita. Não parecia um sonho comum. Eu não estava apenas vendo aquelas coisas... eu estava vivendo-as. Sentia o cheiro de pinho e terra molhada. O frio da névoa contra o rosto. O peso de uma espada que eu nunca empunhara. O som dos uivos ecoando pela floresta. E, acima de tudo, aquela voz. A voz que dizia meu nome. Viserys. Mas eu não me lembrava de ter vivido nada daquilo. As imagens que surgiam em minha mente eram vagas, fragmentadas, como páginas arrancadas de um livro antigo. Quanto mais eu tentava agarrá-las, mais elas escapavam. Fechei os olhos. Era tudo um sonho. Só um sonho. Não significava nada. Ou significava? Minha respiração ficou presa quando a lembrança do último momento voltou. Minha Fagulha... ela está em perigo. Abri os olhos imediatamente. — Rhaenyra... Meu próprio nome saiu dos meus lábios num sussurro.
Viserys Balerion O Uivo da PromessaO cheiro de pinho e terra úmida era o meu perfume, o rosnado baixo da matilha, a minha sinfonia. Como Alfa dos Filhos da Lua, meus sentidos estavam sempre em alerta, cada folha caindo, cada movimento na floresta era gravado em minha mente. Mas nos últimos dias, havia algo mais: uma melodia dissonante, um gemido distante que se infiltrava até mesmo nos uivos alegres da caça.Meu nome é o líder. Força e lealdade eram minhas moedas, e a alcateia era meu universo. Nosso território, uma vasta extensão de florestas e montanhas, era delineado por um rio caudaloso que culminava na majestosa Cascata da Divisão. Além dela, estendia-se a floresta densa dos Dragões, um território que evitávamos por respeito e uma antiga trégua.Mas a trégua estava se esfarelando.Parado à beira da cascata, a névoa fria beijando meu rosto, contemplei a cortina de água que caía com estrondo. O barulho era constante, mas não o suficiente para abafar o que vinha de além: rugidos.
Rhaenyra Balerion O Despertar da ChamaA escuridão dos meus sonhos nunca foi vazia. Desde a infância, ela vinha preenchida com a cor de escamas da noite e o calor de um fogo que não queimava, mas aquecia o meu peito. A princípio, era apenas um vislumbre fugaz de um olhar dourado, intenso e incrivelmente antigo. Com o tempo, as visões tornaram-se mais nítidas, e ele ganhou forma: um dragão de obsidiana e ébano, cujo porte majestoso era apenas superado pela profunda, e estranhamente familiar, tristeza em seus olhos.Ele não falava com a voz; ele falava com o fogo. E, em meus sonhos, eu sentia a labareda dele envolver-me, não para consumir, mas para amar. Havia um oceano de carinho e uma paixão milenar na forma como ele me olhava, uma devoção que eu sabia não ser direcionada à humana que eu era, mas a algo mais profundo em minha alma. Eu era a receptora de um amor de eras, um vínculo que transcendia a carne e o tempo.A quietude dessa afeição, contudo, foi rasgada.A primeira vez que a