Lua nunca imaginou que escolher almofadas pudesse fazê-la tão feliz. Parecia ridículo. Havia passado quase vinte minutos parada diante de uma enorme parede repleta delas, pegando uma, apertando contra o peito, devolvendo, escolhendo outra e mudando de ideia poucos segundos depois. E ninguém dizia nada. Ninguém reclamava. Ninguém apontava qual deveria levar. Ninguém dizia que uma mulher de sua posição deveria preferir tons neutros, tecidos discretos ou qualquer outra regra absurda que, durante tantos anos, ela aceitara sem questionar. Lua sorriu sozinha.Pegou novamente uma almofada amarela. Era bonita. Talvez um pouco chamativa. Definitivamente, sua mãe odiaria.— Vou levar essa. — Colocou-a dentro do enorme carrinho. Depois acrescentou outra, verde. Parou. Olhou as duas juntas. — Não combinam nada. Fez uma careta. Tirou a verde. Colocou uma azul. Também não gostou. Devolveu.— Meu Deus, Antônio vai se arrepender de ter me dito para comprar o que eu quiser.Riu baixinho. Naquela manhã,
Última actualización : 2023-07-19 Leer más