Paloma se sentia uma completa idiota. Passara os últimos dias pensando em César mais do que gostaria de admitir, embalada pela esperança de que, afinal, o sentimento entre eles fosse correspondido. Depois do pedido de desculpas, dos beijos e das palavras que ele dissera dentro do carro, permitira-se sonhar. Agora, porém, com César novamente em silêncio, cada lembrança parecia adquirir um significado diferente.A pior delas era a própria voz, tímida e ansiosa, perguntando se ele queria entrar. Só de recordar, sentia o rosto esquentar. Naquele momento, o convite lhe parecera natural; agora, começava a se perguntar como César o teria interpretado. Talvez tivesse sido ousada demais. Talvez ele tivesse pensado que ela estava se oferecendo de uma forma que jamais pretendera.— Paloma, você não aprende... — murmurou, passando as mãos pelo rosto.O que mais a incomodava era admitir que esperara por ele. Preparara o jantar, arrumara a mesa e passara horas atenta a qualquer ruído de carro na est
Last Updated : 2025-09-12 Read more