— Cof, cof. — Cauã fechou a mão e pigarreou. — Não precisa, não. Eu só tô meio sem dormir direito.Depois ele voltou a olhar para Manuela e perguntou, carregando no tom:— Vó, o seu tornozelo deve estar doendo pra caramba, né? Dói tanto que quase não dá pra aguentar?Manuela fingiu que nem tinha ouvido.Gustavo e Cauã, aqueles dois pestes! Eles só pensavam em convencer a pobre velha a colaborar com o plano de enganar Luiza pra fazer ela se mudar pra lá.Luiza, porém, ficou realmente preocupada:— Vovó Manuela, a senhora…— Fica tranquila, eu tô bem. — Manuela apertou a mão de Luiza, que estava gelada por causa do gelo. — Luiza, eu moro sozinha aqui e já fico entediada. Agora, machucada desse jeito, não posso nem sair direito de casa.Enquanto ela falava, ela fixou o olhar em Luiza e, um pouco sem jeito, pediu:— Você podia ficar aqui comigo um tempo? Me fazer um pouco de companhia?Luiza ficou sem reação por um instante.Não era nenhum grande sacrifício. O Solar do Lago era a casa do G
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