เข้าสู่ระบบNaquele surto histérico, ela não causou a menor impressão no motorista.Aquele motorista trabalhava diretamente para Cauã. Ele estava longe de ter os princípios e os limites que tinham as pessoas de Nina ou de Edson.O critério de Cauã para resolver qualquer coisa sempre tinha sido simples: desde que ele ficasse satisfeito, o resto que se danasse.O motorista levou isso ao pé da letra. Ele pisou no freio, encostando o carro com toda a calma do mundo.Logo atrás, três ou quatro carros também pararam em fila certinha.Só então Gabriela percebeu que Cauã não tinha mandado apenas “um” homem levá-la. Ele já tinha bloqueado todas as rotas de fuga. Mesmo que ela partisse para um tudo ou nada com aquele motorista, ela não teria por onde escapar.Quando o motorista notou o desespero estampado no rosto dela, ele finalmente falou, num tom arrastado:— Gabriela, se você não colaborar, aí eu vou ter que ligar pro Gael vir te buscar pessoalmente. Você conhece o jeito dele, né? Pra falar a verdade, v
Naquele horário, para a Cidade A ainda não era exatamente “tarde”. As ruas estavam cheias, o movimento no auge.Cauã só tinha mandado um motorista levar Gabriela.Mas Gabriela não se importava. Desde que eles não continuassem mantendo ela em cárcere branco, nem atrapalhassem o plano de casar de volta na família Soares, já estava ótimo.Pelo visto, a família Frota também não achava lá grande coisa aquela filha perdida que tinha reaparecido, a tal da Luiza.Todos aqueles anos em que Luiza tinha sido humilhada por ela… E, agora, a família Frota parecia simplesmente não ligar.Pensando nisso, Gabriela deixou escapar um sorriso torto. Ela lançou um olhar pela janela e, de repente, percebeu algo errado:— Você tá indo pro lado errado. Se não souber o caminho, liga o GPS.O motorista nem virou o rosto na direção dela, nem respondeu. Ele continuou dirigindo, impassível, sem o menor sinal de que fosse fazer meia-volta.Gabriela perdeu a calma:— Você tá surdo? O Cauã não falou pra você me levar
Residências Brisa Serena.Assim que os três irmãos entraram em casa, Nina sentiu que tinha alguma coisa errada.Cauã chamou uma das empregadas e perguntou:— Cadê a minha mãe?— Sr. Cauã. — A funcionária respondeu às pressas. — A Dona Íris desmaiou de repente. O Sr. Durval foi com ela na ambulância pro hospital.— Pra qual hospital?Edson e Cauã perguntaram ao mesmo tempo.Nina franziu a testa:— Eles brigaram?Nos últimos tempos, a saúde de Íris já tinha melhorado bastante, não era de se esperar um desmaio do nada. A explicação mais provável era só uma: por causa da história da Amanda, Durval tinha discutido de novo com Íris e acabado deixando ela passar mal.A funcionária não sabia a quem responder primeiro. Ela respirou fundo, organizou as ideias e explicou:— Eles não brigaram, não. No jantar tava tudo normal. A Dona Íris desmaiou depois, no quintal, enquanto fazia os exercícios de fisioterapia.Em seguida, ela olhou para Edson e Cauã:— Levaram ela pro Hospital Prime Care.Era um
Ela se lembrava perfeitamente de que, com Gustavo, ela só tinha contado que a morte dos pais adotivos tinha sido causada por Joana, sem nunca mencionar o nome de Danilo.Gustavo não se surpreendia que ela perguntasse aquilo. Ele caminhou devagar até a cama, sentou-se à beira, ajeitou o cobertor sobre ela e só então começou a responder.— Eu não só sei quem ele é…Ele fez uma breve pausa e, sob o olhar confuso de Luiza, afastou com os dedos uma mecha de cabelo perto da orelha dela, antes de continuar:— Eu também sei que, naquela época, a Joana matou seus pais adotivos pra vingar o Danilo. E que ela usou justamente a estrutura que o Danilo deixou pra ela antes de ser preso.Luiza ficou parada, sem reação. Ela não tinha imaginado que ele soubesse ainda mais do que ela mesma.— Depois que o Danilo saiu da cadeia, há algum tempo, ele se manteve muito bem escondido. Pelo jeito, ele queria agir na surdina, sem bater de frente com a gente por agora.Ela acompanhou o raciocínio até o fim:— En
Sem mais nada pesando tanto na cabeça, os nervos de Luiza finalmente afrouxaram, e o sono veio como uma onda, rápido e pesado.Ela dormiu o caminho inteiro. Quando eles chegaram ao Solar do Lago, não era só Manuela que estava na sala à espera: Lilian também estava lá.Assim que Lilian viu a Bentley entrando no pátio, ela, que não parava quieta um segundo, saiu apressada e abriu a porta de trás. No instante em que ela viu Luiza, a expressão dela relaxou um pouco.— Você quase me matou do coração! — Lilian falou, ajudando Luiza a descer e examinando-a de cima a baixo, sem perder nada. — Eu desci do avião e a primeira coisa que ouvi foi que você tinha sido sequestrada. E aí, se machucou? Tá sentindo dor em algum lugar, algum mal-estar?Naquele período, ela estava atolada de trabalho, vivia na ponte aérea, indo e voltando no mesmo dia.Naquele dia, assim que o avião pousou, ela tinha ligado para Luiza e ninguém atendeu. Preocupada, ela tinha falado com Raul. Ao saber do sequestro, ela tinh
Cauã não tinha esperado que ele mesmo estivesse entregando tanto assim. Ele coçou o nariz, sem jeito:— Eu? Tô olhando o quê?— Vergonha alheia. — Gustavo lançou um olhar de lado para ele e não perdeu mais tempo. — Eu vou levar a Luiza pra casa primeiro. Quanto ao Vinicius, o Jacob com certeza já foi atrás com o pessoal. Se você quiser saber de alguma coisa, é só falar direto com ele.No começo, Gustavo realmente não tinha a menor intenção de deixar Vinicius sair vivo daquela casa.Mas o fato de Danilo ter se mexido o pegara de surpresa.Se ele conseguisse usar Vinicius como fio da meada para chegar até o paradeiro de Danilo, valeria a pena.Cauã sabia que Gustavo sempre deixava uma carta na manga. Ele assentiu:— Beleza.Já Nina ainda não estava tranquila em relação a Luiza. Ela acompanhou os dois até o carro e, antes que Gustavo fechasse a porta, ela falou, preocupada:— A situação do Vinicius é complicada. Você vai ter tempo de cuidar da Luiza? Se não der, em dois dias eu levo ela p







