Na mesma hora, o policial que estava de guarda na porta se assustou com o barulho e abriu a porta de uma vez. Quando viu que Luiza estava inteira, ilesa, finalmente soltou o ar que vinha prendendo.— Srta. Luiza, a senhora tá bem?— Eu tô bem.Quando Luiza se virou para dar passagem, ela, ainda viu, pelo canto do olho, o rosto completamente branco de Gabriela, mas nada se mexeu por dentro. Ela apenas só olhou para o policial e agradeceu:— Eu tinha acabado de conversar com ela agora há pouco. Obrigada por ter vindo.Antes de o policial entrar, as palavras de Gabriela tinham se misturado ao som metálico das algemas batendo na cadeira, e Luiza não tinha escutado tudo com clareza.Mas ela admitia: admitia para si mesma que ela não tinha coragem de continuar ouvindo. Ela tinha medo de que, se ouvisse até o fim, ela perdesse de vez qualquer traço de lucidez.— Luiza!Quando Luiza saiu da sala de interrogatório, ela acabou dando de cara com Jacarias, que vinha apressado pelo corredor.Talvez
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