Anabela desviou o olhar de Liliane e fixou os olhos em Luana, que caminhava pelo corredor formado pelos convidados. O ódio que nutria pela cunhada continuava intacto, queimando em seu peito. "Se não fosse por essa mulher, a minha avó nunca teria me olhado com tanto desprezo.", pensava ela, cerrando os punhos. "O Ricardo não teria me mandado para fora do país, e eu não estaria vivendo esse inferno com os meus pais."Alheia aos olhares venenosos, Luana parou diante do altar improvisado e encarou a foto de Sofia. Ela puxou o ar com força, lutando para conter o choro que ameaçava rasgar sua garganta. Depois de alguns segundos de silêncio em respeito à matriarca, ela se virou para Alexandre.— Pai... — Chamou ela, com a voz rouca e carregada de dor, usando o termo de afeto que sempre reservou ao sogro.Antes que Alexandre pudesse esboçar qualquer reação, Sandra, a mãe de Liliane, franziu a testa e mediu a recém-chegada de cima a baixo.— Será que ela é...? — Perguntou a mulher, sem fazer q
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