Antes de embarcar no voo para Porto Maravia a trabalho, Ricardo fez questão de ligar para Luana. Sentada ao lado do berço, ela tentou dividir a atenção entre a conversa ao telefone e o cuidado com as filhas, mas a distração acabou fazendo a pequena Nívea abrir o berreiro.— Ricardo, a menina começou a chorar e eu preciso acalmar ela. Me liga assim que você pousar em Porto Maravia. — Disse ela, já se preparando para ninar a recém-nascida.Do outro lado da linha, o choro estridente da filha ecoava com tanta força que Ricardo não conteve um gesto de cansaço, passando a mão pela testa antes de concordar:— Está bem.Luana colocou o celular de lado e passou a balançar o bercinho com suavidade:— Calma, meu amor. Olha a sua irmã Aurélia, ela nem está chorando, não é, Aurélia?Ao olhar para a outra menina, viu que Aurélia segurava a mamadeira com firmeza, num contraste evidente com o escândalo de Nívea. As gêmeas tinham personalidades opostas. Desde o parto, Aurélia quase não dava trabalho, p
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