A Sra. Barbosa saiu do quarto, buscando um momento a sós com Luana. Assim que Renata entrou na casa, a mulher mais velha quase se atirou de joelhos no chão. Ágil, Luana a segurou pelos braços antes que caísse. — Sra. Barbosa, o que a senhora está fazendo? — Indagou ela, surpresa com a atitude repentina.— Luana, eu sinto muito por tudo o que aconteceu no passado. — Os olhos da Sra. Barbosa transbordavam culpa enquanto ela levava a mão ao peito, como se quisesse conter uma dor física aguda. — A ganância daquele momento cegou a gente de um jeito absurdo. Se não tivéssemos agido com tanta impulsividade, nada daquela tragédia teria acontecido. Desde que a nossa filha mais velha partiu, viramos as costas para os sentimentos da Isadora. Vê-la nesse estado hoje é um castigo para nós, porque fomos nós, os próprios pais, que arruinamos a vida dela!Luana apertou os braços dela com delicadeza, tentando confortá-la. — Sra. Barbosa, por favor, se acalme...— Dessa vez, eu nem sei como te agrade
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