— Já que você veio até aqui, não vai ter coragem de me deixar sozinha nessa situação, vai? — Questionou Liliane, mantendo a postura ereta. Ela tentava transparecer uma confiança inabalável, mas, no fundo, não fazia a menor ideia do que se passava na cabeça dele.Percebendo a fachada de coragem que mal escondia a insegurança da moça, Valentino apenas soltou um riso anasalado e curto, optando pelo silêncio. Aquela falta de resposta a deixou impaciente, fazendo com que ela abandonasse a pose orgulhosa e suavizasse o tom de voz.— Olha... eu queria muito que você me desse uma força com isso! — Pediu ela, demonstrando certa urgência.Ele ergueu o olhar, encarando-a com uma intensidade palpável, e respondeu de forma direta:— Tudo bem, eu ajudo.Aquela resposta pronta pegou Liliane de surpresa. Ela já havia preparado um arsenal de argumentos e insistências caso ele recusasse, e ouvir um "sim" tão fácil a deixou paralisada por um instante. Aliviada com a confirmação, ela finalmente relaxou o
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