— Laís, para de chorar! Veja se o porteiro está por aí. Peça para ele deixar você e Rafa esperarem na guarita. Não fiquem correndo por aí na chuva! Já estou a caminho, chego rapidinho!Minha voz saiu acelerada, cheia de preocupação, enquanto eu repetia as instruções.No caminho, mantive a ligação com as meninas o tempo todo, com medo de que algo pudesse acontecer.Por dentro, porém, eu xingava Augusto de todas as formas possíveis. Ele havia prometido com tanta convicção que levaria Laís para passear, mas, no final, deixou duas crianças esperando na chuva, sem dar notícias.Depois de quarenta minutos dirigindo, finalmente cheguei ao portão da escola.Assim que estacionei o carro, vi duas pequenas silhuetas encolhidas debaixo da marquise, tremendo como dois pintinhos molhados.Abri a porta do carro apressada e corri até elas, pegando as duas nos braços e levando-as para dentro do veículo.— Eu não disse para vocês irem para a guarita do porteiro? Por que ficaram na chuva esse tempo todo?
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