Eu ouvi aquilo, sorri de leve e respondi:— Tá bom, vó.O carro entrou suavemente pelo portão da mansão da família Ribeiro.Assim que eu pisei no saguão, uma figura saiu correndo na minha direção e, junto com um “pum” abafado, uma chuva de papel picado colorido explodiu no ar e caiu sobre os meus ombros.— Parabéns!A Natália estava com o tubo de confete na mão, o rosto todo iluminado de alegria, mas os olhos dela estavam vermelhos.Antes que eu conseguisse reagir, ela me puxou para um abraço apertado, a voz embargada:— Débora, já passou! Agora, daqui pra frente, tudo vai dar certo!Eu levantei a mão e dei umas palmadinhas nas costas dela. A ponta do meu nariz ardeu, e eu respondi baixinho:— Uhum, já passou.— Mamãe!— Tia Débora!Duas vozinhas infantis e doces ecoaram pelo salão. A Rafaela e a Laís vieram correndo de mãos dadas, com os rostinhos cheios de curiosidade.Eu me agachei depressa e passei a mão, com carinho, pelos cabelos das duas.A Rafaela franziu a testa, inclinou a ca
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