A noite tinha a mesma espessura de tinta, envolvendo a mansão num silêncio absoluto.As meninas, depois de tomarem banho e escovarem os dentes, tinham sido vencidas pelo sono do fuso horário. Assim que encostaram na cama macia, elas apagaram, dormindo profundamente.Eu, ao contrário, talvez por estar num lugar estranho, não sentia tanto sono. Eu caminhei na ponta dos pés até a varanda de vidro e fiquei olhando a paisagem do lado de fora.No jardim lá embaixo, uma arandela amarela projetava um círculo de luz quente. O Thiago estava sentado sozinho numa cadeira de vime, com um cigarro preso entre os dedos.A brasa acesa piscava no escuro, cortando o contorno do maxilar dele e deixando o rosto ainda mais frio e marcado. Ele inclinou a cabeça para trás, e a fumaça saiu devagar dos lábios finos, dando a ele um ar preguiçoso, despreocupado.A camisa dele estava com os dois primeiros botões abertos, revelando a clavícula bem desenhada. Havia algo de contido e, ao mesmo tempo, provocante naque
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