Dona Joana virou o rosto, segurou a minha mão e me puxou para sentar ao lado dela. Ela suspirou e falou:— Essa novela que você escreveu me deixou com o coração apertado. Débora, essa protagonista… Não tem um pouco de você nela, não?Eu não tive coragem de admitir. Eu apenas falei:— Arte sempre veio da vida, né?Dona Joana concordou com a cabeça e comentou, com certa pena na voz:— Que dó que o Thiago não está em casa. Se ele estivesse aqui, nós três vendo juntos… Ia ser tão gostoso, tão de família…Eu sorri de leve e respondi:— Ele está atolado de trabalho. Ontem, quando ele me ligou, ele ainda falou que estava fora do país fechando projeto. Ele não tem tempo nem pra respirar, imagina pra ver novela. E, convenhamos, esse tipo de trama costuma agradar mais a nós, mulheres. Ele, como homem, talvez nem ache graça.— Você já está passando pano pra ele! — Dona Joana pousou a xícara de café na mesinha e disse, num tom meio divertido, meio sério. — Já começou a defender antes da hora!Eu s
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