Cláudio tropeçou dois passos quando ela puxou o braço dele, mas, no fundo dos olhos, brilhou um sorriso de puro deboche. Em vez de colaborar, ele fez o contrário: virou a mão e segurou o pulso dela com força.Os olhos de Alice já estavam vermelhos de aflição. Ela ia soltar uma bronca, mas, de repente, Cláudio a puxou com força para mais perto, fazendo o corpo dela tombar meio passo contra o peito dele.Ao mesmo tempo, ele esticou a outra mão para o lado e girou a chave, trancando a porta do pequeno quarto de descanso.— Você enlouqueceu? — Alice levou um susto tão grande que quase gritou. Ela precisou cobrir a própria boca com a mão, o olhar tomado de puro pânico.E, justamente nesse instante, a porta do escritório foi aberta por alguém do lado de fora. Passos firmes avançaram pelo ambiente, se aproximando cada vez mais do quarto de descanso.O coração de Alice subiu de vez para a garganta. As pontas dos dedos dela ficaram brancas de tanto apertar.Na frente dela, o rosto de Cláudio se
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