O rostinho da Rafaela foi murchando aos poucos, e a luz que existia no olhar dela se apagou, quase virando puro desespero.Ela abaixou a cabeça, as mãos pequenas torcendo a barra do vestido sem perceber.Então era isso: a Débora também não queria mais ela, o Thiago também não queria mais. Ela tinha voltado a ser aquela criança sem casa, sem lugar no mundo.Mas eles já tinham sido tão bons para ela.Ela não sentia ódio deles. Ela só sentia o peito apertado, como se uma mão invisível estivesse espremendo o coração, doendo fundo, ardendo, até faltar o ar.Rebeca olhou para o jeito vazio, quebrado, como a menina tinha ficado, e a irritação dela só aumentou. Mesmo assim, o tom dela amaciou um pouco, e ela forçou um carinho na voz:— Rafaela, eu levo você para casa. Eu cuido de você, está bem? Daqui para frente eu não vou deixar mais ninguém encostar um dedo em você.Rafaela levantou o rosto e olhou para a Rebeca, mas no olhar dela só havia confusão e desamparo.Ela ainda sentia falta da Déb
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