Assim que a ligação foi atendida, a voz de Maria já veio embargada de choro. Ela, completamente perdida, contou de uma vez só que Mônica, grávida, estava pressionando os dois, que Jacarias tinha se ajoelhado com ela para implorar, e que Sérgio, tomado pela raiva, se recusava a ceder um passo.Maria falava sem parar, atropelando as palavras, cheia de aflição:— Seu pai agora não me escuta em nada, eu falo e ele não dá a mínima. A Mônica e o seu irmão ainda estão ajoelhados lá fora. O tempo está frio, ela ainda está carregando uma criança na barriga… Se acontecer alguma coisa, se morrerem mãe e filho, como é que eu vou viver com isso? Débora, eu quero que você ajude a convencer seu pai, por favor. Hoje em dia, só você consegue falar com ele de um jeito que ele escuta. Eu peço que você interceda por eles, antes que essa história acabe em tragédia…Do outro lado da linha, fez-se silêncio por um bom tempo. Só depois de alguns segundos a voz calma de Débora soou, com um tom de quem enxerga t
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