Rebeca, ao meu lado, assistia a tudo, instintivamente dando meio passo para trás enquanto eu cuidava da menina com calma e método.Quando a febre de Rafaela baixou um pouco, eu finalmente respirei, aliviada. Rebeca, porém, já tinha saído do quarto fazia tempo.Eu ouvi, vagamente, o som de teclado vindo da sala. Mas não demorou muito para um rompante de discussão rasgar o silêncio do apartamento.— George, você não tem vergonha na cara? — A voz de Rebeca carregava uma raiva que ela mal conseguia segurar. — Eu já falei que, no divórcio, eu posso sair de mãos abanando. Mas as ações da família Mendes não têm nada a ver com você! As ações e os bens dos meus pais, eu nunca encostei. De onde você tira coragem para cobiçar o que é deles?Um estalo seco ecoou na sala. Era o barulho de um tapa.Meu corpo inteiro enrijeceu. Eu, por reflexo, cobri as orelhas de Rafaela com as mãos, com medo de acordar a menina e, mais ainda, de deixá-la ouvir a briga lá fora.George soltou um riso frio:— Vamos fa
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