Selina franziu o cenho, apertou as têmporas com força e soltou um palavrão entre os dentes.Nesse instante, a empregada voltou às pressas, mas estava de mãos vazias, sem a geleia real que Selina havia pedido.— Senhora... Pedi para a cozinha preparar outra porção de geleia real pra senhora, mas vai demorar um pouco.O rosto da funcionária estava pálido, os olhos cheios de apreensão.Selina cerrou os olhos.— Como assim? Eu te mandei preparar antes da minha soneca. Está com algum tipo de demência?— Não é isso... — A empregada respondeu, visivelmente magoada. — Eu preparei sim, mas a senhorita Bianca pegou e tomou tudo.— O quê?! Aquilo era meu. Quem ela pensa que é pra pegar sem permissão?Ela lançou um olhar incrédulo à mulher, a raiva subindo num rompante. Sem esperar mais explicações, levantou-se de súbito e desceu as escadas, determinada a tirar satisfação.Desde que Bianca se instalou ali, sua insônia só piorava. A mente frágil, já à beira de um colapso, estava por um fio.Mas Bia
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