Depois de duas latas de cerveja, o peso que Rebeca guardava no peito finalmente cedeu um pouco. Agora, ela já conseguia conversar com Sandro.— Sério? Eu como feito um bruto.Um pouco sem jeito com o elogio, Sandro voltou a passar a ponta dos dedos pelo canto da boca.— Mas você come com gosto. E fica tão concentrado.Rebeca o elogiava com sinceridade. Sempre gostou de homens daquele tipo, fortes e durões.Sandro, porém, entendeu que ela o repreendia por não saber consolá-la.— Desculpe. Não sou bom em confortar ninguém. Quando alguém precisa de consolo, só sei ficar por perto.Rebeca sorriu, abriu outra lata de cerveja e inclinou a cabeça para observá-lo.— Isso já está ótimo. Eu gosto de gente quieta.Apesar do jeito bruto, Sandro às vezes revelava uma delicadeza inesperada.Com esse pensamento, Rebeca tomou mais alguns goles em silêncio.Os dois permaneceram sentados naquela pequena sala. Ele comia sem dizer nada, enquanto ela bebia devagar.O tempo passou assim, até Sandro não ague
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