Se os papéis se invertessem, Ayla não conseguia imaginar como encontraria uma saída.Agora, aquelas cicatrizes repousavam quietas sobre a pele, sem dor, sem ameaça. Mas cada uma nasceu de um instante de desespero, de uma luta de Daniel para continuar vivo.— Fiquei.Daniel fez uma breve pausa.— Fiquei com medo de nunca mais ver você.A lágrima presa nos olhos de Ayla enfim caiu e se misturou à água da banheira.Daniel soltou um suspiro, baixou o rosto e beijou o rastro úmido em sua face.— Nada de chorar.A voz continuava contida, quase fria. Seus gestos, porém, não podiam ser mais ternos.— Eu não voltei para você são e salvo?— São e salvo onde?A mão de Ayla percorreu seu corpo, contando as marcas novas e antigas.— Aqui, aqui... e mais esta. Todas provam o contrário.Daniel não permitiu que ela terminasse. Seus lábios voltaram a cobrir os dela.Sob a água, o corpo dele reagiu outra vez ao contato. O rosto de Ayla se aqueceu, e ela tentou retirar a mão, mas Daniel a manteve firmeme
Ler mais