Ao voltar à sala, Rebeca encontrou os pratos vazios.Bruno permanecia recostado no sofá, de olhos fechados. Sua respiração calma e regular dava a impressão de que já dormia.A luz do sol repousava sobre seu rosto pálido, e os cílios longos desenhavam uma pequena sombra sob os olhos.Talvez fosse apenas impressão sua. Ou talvez a fraqueza deixasse Bruno diferente.Sem a arrogância espalhafatosa e o ar provocador de sempre, havia nele uma quietude rara, quase uma mansidão.Assim, já não parecia tão detestável.Rebeca pegou a manta fina ao lado do sofá e, com todo o cuidado, o cobriu.De repente, Bruno ergueu a mão e lhe segurou o pulso.A palma de sua mão ardia.Nos olhos enevoados pelo cansaço, havia um brilho complexo, difícil de decifrar.— Se está cansado, vá dormir no quarto. Eu ajudo você.O contato deixou Rebeca um pouco desconfortável, mas ela não puxou o braço de volta.Os dedos de Bruno hesitaram.Por um instante, sentiu o impulso de fechar a distância e acomodar Rebeca ao seu
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