Enquanto isso, na casa de Bruno, a noite avançava sem a menor consideração pelos planos de Rebeca.O horário em que costumava voltar para casa já ficou para trás havia muito tempo. Bruno dormia tranquilamente no quarto. Ela, por causa de uma tigela de creme de arroz, continuava de plantão na cozinha.O homem cismou que queria o arroz cozido até os grãos se desfazerem por completo.Rebeca trabalhou naquele dia e já chegou tarde. Bruno avisou de antemão que, como quase não se movimentava nos últimos tempos, andava sem apetite. Por isso, ela levou alguns acompanhamentos prontos, pensando em preparar um arroz mais ralo e encerrar o assunto sem complicação.Bruno, porém, não aceitou qualquer improviso.Nada de arroz apenas amolecido. Ele queria um creme de arroz puro, feito na hora, em fogo baixo, até adquirir exatamente a consistência que desejava.Pedir comida pronta também estava fora de cogitação.Bastava Rebeca demonstrar que já perdera a paciência com tanta exigência para Bruno recorr
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