O olhar furioso e o movimento rápido, preciso e impiedoso deixaram claro que, se ela realmente pisasse, ele estaria acabado. Ele soltou rapidamente o tornozelo dela e mudou de posição.O pé de Luísa pisou em falso e caiu sobre a cama, produzindo um som abafado e pesado.Rodrigo fitou por um segundo o pé delicado, branco e rosado dela, e então desviou o olhar, impossível de decifrar, para o rosto ainda tomado pela raiva.Aquela força. Ela realmente queria acabar com ele.— O que está olhando? — Luísa, incomodada com o olhar dele, rebateu fingindo calma. — Quem mandou você ficar passando a mão onde não devia?Rodrigo não disse uma palavra. Calmamente, saiu da cama, calçou os sapatos e saiu do quarto. Quanto mais ele não demonstrava emoção, mais inquieta Luísa ficava. Geralmente, em momentos assim, ele estava pensando em como se vingar.— Além do mais, esta é a minha casa. — Luísa começou a listar argumentos, determinada a colocá-lo em desvantagem. — Você entrou sem a minha permissão, o q
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