Logo, o lanche da tarde voltou a ser distribuído, cada um com a sua parte nas mãos.Evandro pegou a última, que era de Tiago, e foi em direção ao escritório dele. Antes de entrar, ainda virou a cabeça e lançou para Estela um olhar de apoio.Tiago já tinha visto toda a movimentação pelas persianas do escritório. Quando viu Evandro entrar, não estava de bom humor.Ele olhou para o lanche na mão de Evandro e falou com ironia:— Sr. Evandro, não precisa me dar isso. Eu não vou aceitar. Eu não sou como os outros, que mudam de lado só com um agrado.Evandro levantou a mão, furou o lacre do copo com o canudo, deu um gole grande e falou, meio embolado:— Eu não vim te dar.Tiago ficou sem reação.Evandro olhou para ele, com uma expressão difícil de explicar:— Tiago, você anda se achando o centro do mundo. Nem tudo acontece do jeito que você imagina.Tiago não respondeu. Evandro continuou, num tom carregado de significado:— Eu também não gostava de doce antes. Mas depois que provei, vi que a
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