O ar do meio-dia em Mighatan parecia estranhamente frio, apesar do sol forte no céu.Um vento constante atravessava o cemitério, bagunçando os cabelos de Althea, obrigando-a a ajeitá-los mais de uma vez. Mas, no momento em que parou diante do túmulo da mãe, ela deixou de sentir tudo, o vento, o frio, o calor. Nada mais importava.Ficou em silêncio por alguns segundos, observando as flores murchas sobre a lápide simples.— Faz tempo que eu não venho te ver, mãe... — Murmurou, com a voz trêmula.Com cuidado, retirou as flores antigas e colocou o novo buquê em seu lugar.— Mesmo que eu não venha sempre... Eu nunca deixo de pensar em você. Eu fico imaginando o dia em que a gente vai se encontrar de novo... E ficar juntas.A mão dela tremeu ao tocar o nome gravado na pedra.Memórias começaram a surgir, uma após a outra, momentos simples, mas cheios de significado. Eram só as duas... E eram felizes. Sem luxo, sem excesso, mas com algo muito mais valioso: Presença.Não era que Althea
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