Carolina esboçou um sorriso amargo. Hesitou por um bom tempo. Então deixou a romã sobre o banco de pedra, levantou-se e se preparou para ir embora.— Carolina?A voz masculina, surpresa, surgiu de repente.Ela se virou.Viu Antônio se aproximando, animado, com um cachorro na coleira.O olhar de Carolina caiu imediatamente sobre o animal. Um Tosa Inu enorme, desajeitado, de aparência intimidadora. O coração dela disparou. Instintivamente, deu alguns passos para trás, tensa, assustada.Antônio percebeu na hora. Sabia que ela tinha medo de cães. Ajustou a coleira, segurou o cachorro com firmeza e parou onde estava. Falou num tom exaltado, quase empolgado demais:— Você veio me procurar, não veio?— Não. — Respondeu Carolina, seca.— A Larissa já se casou. Aqui nesse condomínio, além de mim, quem mais você conhece? — Antônio parecia cheio de si. Segurava a guia com uma mão, a outra enfiada no bolso do casaco. O olhar era provocador, o sorriso torto nos lábios. — Carolina, admite logo. Você
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