Carolina não sabia se, ao longo daqueles anos, Henrique tinha tido alguma namorada.E se ele estivesse como ela, cinco anos sem ninguém.Um homem jovem, cheio de vigor. Quanto isso devia apertar por dentro?Ao voltarem para o andar de baixo, os dois entraram no elevador, um atrás do outro.Carolina se encostou na parede metálica. Henrique apertou o botão do sétimo andar e, ao se virar, olhou para ela.Ela observava a nuca dele. No instante em que ele virou a cabeça, os olhares se encontraram.No bosque escuro, sem iluminação, ainda havia sombras onde aquele constrangimento podia se esconder.Agora, sob a luz branca e impiedosa do elevador, bastou um segundo de contato visual para o embaraço voltar inteiro.O rosto de Carolina esquentou de repente. Ela desviou o olhar às pressas, respirando um pouco mais forte. O espaço parecia encolher, abafado, quente, opressivo. Como se uma onda de calor inexplicável atravessasse o elevador e a deixasse completamente desconfortável.Henrique, por out
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