Quando as lágrimas finalmente cessaram, Carolina ficou estendida no chão, sem forças. O frio atravessava a roupa e penetrava até a carne e, curiosamente, também dissipava a névoa sombria que pesava em seu coração.O tempo passou, segundo após segundo.Levou a manhã inteira até que ela conseguisse se recompor de verdade.Carolina se levantou do chão, pegou o cobertor e o jogou sobre a cama, ajeitou o cabelo e saiu do quarto.Ao passar pela sala, viu que Marcelo ainda não tinha ido embora. Estava largado no sofá, completamente absorto no jogo no celular.Sem perceber, ela parou e olhou na direção do quarto de Henrique. A porta estava fechada, silenciosa.Marcelo ergueu os olhos para ela por um instante e logo voltou a encarar a tela, os dedos se movendo rápidos. Falou num tom preguiçoso, como se fosse algo sem importância:— Nem adianta olhar. Depois que o Henrique saiu do teu quarto, ele voltou pro dele, se vestiu e saiu direto. Perguntei pra onde ia, ele nem me respondeu. Pelo jeito, t
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