Da varanda, Tatiane avistou o carro parado diante do portão, ainda com os faróis acesos.Seus dedos apertaram o celular.— Afinal, o que você quer?Enquanto falava, viu Henrique abrir a porta do carro e descer.Mesmo àquela distância, teve a impressão de que ele olhava diretamente para ela.A voz dele soou em seu ouvido:— Vim buscar uma coisa que é minha.Tatiane se virou e se sentou em uma das cadeiras da varanda.De relance, olhou para dentro do quarto. Bia continuava ali, observando-a cheia de expectativa.Tatiane sentiu um aperto no peito.Desde que saíra da escola, Bia tinha ficado o tempo todo com ela. E, durante esse período, não a vira ligar para Henrique nenhuma vez.Portanto, se ele tinha aparecido ali de repente, àquela hora, dificilmente seria por causa do amuleto.Tatiane soltou o ar devagar.— O que foi que você deixou comigo?— Tatiane, você vai mesmo me fazer dizer com todas as letras? Se eu não falar, você simplesmente não pretende me entregar, é isso?O tom dele acab
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