Por coincidência, Roberto apareceu para vê-la justamente naquele momento.Assim que entrou e viu as duas malas grandes na sala, perguntou:— Tati, isso é...Tatiane não explicou.— Já que você está aqui, Beto, me ajuda a colocar as malas no carro.Roberto a observou por alguns segundos.Ela agia com tamanha naturalidade, como se aquilo não tivesse importância alguma. Ele queria perguntar o que estava acontecendo, mas não sabia por onde começar. Uma angústia difícil de definir apertou seu peito.No fim, permaneceu calado.Apenas pegou as malas de Tatiane e as colocou no porta-malas do próprio carro.Depois de fechá-lo, bateu as mãos uma contra a outra.— Vamos.Tatiane deu a volta no veículo, abriu a porta do passageiro e entrou. Em seguida, colocou o cinto de segurança.Roberto se acomodou ao volante, ligou o carro e lançou um olhar para ela.— Podemos ir?Tatiane murmurou:— Vamos.O carro deixou a propriedade devagar.Pelo retrovisor, a mansão ia ficando cada vez mais distante. Tatia
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