Na manhã seguinte, o problema com o carro já tinha sido resolvido. Lorena e o grupo da turnê voltaram a pegar estrada, rumo à próxima cidade. O destino daquela etapa era Veneza.A famosa Veneza. E os famosos anjinhos da sorte em forma de boneco.Quando Lorena viu que, em quase todas as lojinhas das ruas e vielas, alguém vendia aqueles bonecos, ela lembrou, de repente, da prateleira de casa, cheia deles, um ao lado do outro. O pretexto era bonito: dizer que era para ela não se sentir sozinha.Um dia, Lorena tinha sido boba o suficiente para acreditar que aqueles bonecos estavam ali para fazer companhia a ela. Ela já nem sabia com quem, de fato, eles tinham ficado.Alberto achou que ela tinha gostado.— Lorena, você quer escolher um?Lorena balançou a cabeça. Os bonecos não eram feios, mas, para ela, eram só lembranças que não traziam nada de bom.O celular tocou de repente. Era um número estrangeiro, desconhecido. Lorena atendeu. Do outro lado, uma voz educada se apresentou como atenden
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