A porta se abriu com a naturalidade de quem não esperava, mas também não se assustava. Natan estava de pijama. Nada sofisticado. Uma camiseta clara, macia, solta no corpo. Calça confortável. O tipo de roupa que ele usava quando não precisava ser ninguém além de si mesmo. O cabelo ainda úmido denunciava o banho recente. Um detalhe simples, íntimo demais para ser ignorado. Por um segundo, Ana apenas o observou. Ele não disse nada. Não fez perguntas. Não a puxou. Apenas a olhou, atento, inteiro, como se estivesse tentando entender se aquela decisão vinha dela, ou se era só um impulso que ela se arrependeria logo depois. Mas Ana não vacilou. Entrou. A mão foi direta à camisa dele, fechando o tecido entre os dedos antes que qualquer palavra tivesse tempo de existir. O beijo veio firme, decidido, sem hesitação, um gesto que não perguntava, afirmava. Natan levou um segundo para reagir. Não por surpresa, mas por reconhecimento. Quando correspondeu, já era tarde para qualque
Last Updated : 2026-01-30 Read more