Samantha Quando escureceu de vez, Maelin me levou a um quarto simples, uma cama honesta, uma manta limpa, uma tigela com água e sal.— Amanhã, falaremos das marcas. — Ela apontou minhas clavículas — E da sua ancestral.— Minha… o quê?— Dorme. — Maelin não explicou — Sonha. E lembra.Deitei com o corpo doendo e a cabeça estranhamente leve. Antes de fechar os olhos, encostei a mão no peito.— Obrigada. — pensei, sem endereço certo, para a Lua, para Arwen, para quem quer que segurou minha queda. Adormeci com o cheiro das ervas aquecendo o quarto e a sensação de que, pela primeira vez em muito tempo, a dor perdeu um pouco da soberba.Acordei antes do nascer do sol com um lampejo que não veio da janela. Foi de dentro. Sonhei com uma mulher de cabelos escuros e olhos claros, vestida com um tecido que parecia feito de luar líquido. Ela desenhava símbolos no ar, linhas e curvas que se encaixavam como se sempre estivessem ali, invisíveis. Ao redor, lobos de pelagens diferentes a observavam
Última actualización : 2026-01-02 Leer más