Justo quando a sala inteira estava no auge da empolgação, vibrando com a brincadeira, a porta foi escancarada mais uma vez. Cláudio entrou pisando forte, sempre com sua escolta particular a tiracolo. Bastou que a figura arrogante cruzasse a soleira para que, como num passe de mágica, o falatório animado se transformasse num silêncio tenso.Aproveitando o clima pesado, os dois capachos de Cláudio bancaram os prestativos, quase empurrando o playboy na direção da única cadeira vazia, exatamente a que ficava ao lado de Bruna. — Aí sim, chefe! A Bruna está tão na sua que até guardou o lugar de honra só pra você! — Disparou um dos puxa-sacos, forçando uma intimidade inexistente. — É, Bruna, você tem que dar valor, viu? Tem um monte de mulher por aí matando e morrendo para conseguir uma chance de ir pra cama com o Cláudio, mas ele é fiel e só tem olhos para você! — Completou o outro, com um sorriso malicioso.A grosseria e o tom vulgar daqueles comentários jogaram um balde de água congelan
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