— Engole tudo! Se você ousar cuspir uma gota sequer, eu acabo com a sua raça! — Esbravejou Raul, aproveitando a chance de ouro para demonstrar lealdade diante de mim. Sem perder tempo, ele virou o rosto para os seus capangas e deu a ordem. — Segurem esse moleque, abram a boca dele à força e virem essa garrafa de vinho goela abaixo.— Sim, senhor Raul! — Responderam os homens em uníssono.Ao comando do chefe, cerca de cinco brutamontes invadiram a sala privativa de supetão e jogaram Cláudio com violência contra o chão. O ambiente foi engolido pelo caos. Enquanto um dos seguranças forçava o maxilar do rapaz para abri-lo, o outro erguia a garrafa, pronto para despejar o líquido escuro.— Pai, me ajuda! Socorro, pai! Pelo amor de Deus! — Os gritos rasgavam a garganta de Cláudio, que, tomado por um pavor sufocante, acabou molhando as próprias calças ali mesmo, berrando em puro desespero.No instante seguinte, o rosto de Décio perdeu toda a cor. As pernas do homem mais velho cederam sob o pe
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