Na penumbra do escritório, Guilherme passava os dedos trêmulos sobre a fotografia, acariciando a imagem do rosto infantil do pequeno Gustavo. Seus olhos, marcados pelo tempo, transbordaram, deixando escorrer lágrimas turvas que carregavam anos de saudade e arrependimento.— Por isso, meu querido neto, peço que aguarde mais um pouco! — Murmurou ele para o retrato, com a voz embargada. — Ficarei aqui, esperando o dia em que você conquistará Oeiras e fará um retorno triunfal. Enquanto isso, limparei a família Franco, pavimentando cada passo do seu futuro... E quando esse dia chegar, e nós finalmente nos reencontrarmos para que eu possa ouvir você me chamar de "vovô" mais uma vez, então poderei fechar meus olhos e partir em paz.Do outro lado da cidade, em Oeiras, o clima dentro do carro era bem diferente. Luiz entrou no veículo com a mente a mil, sentindo o peso da responsabilidade. Ele olhou para mim pelo retrovisor, abriu a boca para falar, mas as palavras pareciam travadas na garganta.
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