A igreja matriz de Santa Luzia estava mergulhada no silêncio pesado das 22h. O calor úmido de Minas Gerais não dava trégua, mesmo à noite. O ar dentro do templo parecia denso, carregado de incenso velho, cera derretida e o cheiro sutil de suor humano que se acumulava nas madeiras antigas. Apenas o crepitar das velas votivas tremulando nos candelabros laterais quebrava a quietude, junto com o ronco distante de um trovão que anunciava chuva forte sobre as montanhas.Irmã Clara ajoelhou-se devagar no confessionário, o banco de madeira rangendo sob seus joelhos. O hábito negro, feito de tecido grosso, colava-se ao corpo dela como uma segunda pele por causa do suor. Os seios pesados, normalmente escondidos sob camadas de roupa, pressionavam o tecido úmido, marcando os mamilos endurecidos pelo tesão que já a consumia há horas. Entre as pernas, a boceta depilada latejava, molhada demais, o mel escorrendo pela coxa interna e sendo absorvido pelo hábito. Ela respirou fundo, sentindo o cheiro d
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