Quando o telefone tocou, eu estava preparando uma xícara de café, a colher de prata tilintando suavemente contra a cerâmica enquanto eu mexia o leite quente.O telefone naquela pousada remota quase nunca tocava, ainda mais no meu quarto.— Alô?Uma voz familiar respondeu, uma que um dia me trouxe alegria, depois nojo, e agora, apenas uma calma silenciosa.— Alessia… é você?Fiquei em silêncio por um momento antes de responder.— O que você quer?— Oh, Deus, Alessia, é você… é mesmo você… — A voz de Dante tremia, à beira do choro. — Eu pensei… pensei que nunca mais ouviria sua voz…Caminhei até a janela e observei a paisagem de Reykjavik. As montanhas ao longe estavam cobertas de neve, reluzindo sob o sol poente.— O que você quer?— Amor, eu… eu sinto muito. — Ele começou a soluçar, o homem que um dia governou Chicago agora chorando como uma criança. — Eu sei que o que fiz foi errado. Eu te traí, te machuquei… mas, por favor, me perdoa. Por favor…Fechei os olhos.Três mes
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