Clarice caminhou passo a passo até ficar diante de Álvaro.— Ter você como filho nos últimos anos foi realmente um sofrimento para você.Álvaro, ouvindo que ela começava a falar manso, teve vontade de rir, mas manteve o rostinho sério de propósito.— Não sou uma boa mãe, te obrigo a fazer o dever de casa, não deixo você usar muitos eletrônicos, não deixo comer muito sorvete e besteiras, restrinjo toda a sua liberdade.— Fique tranquilo, de agora em diante não vou mais cuidar de você. Já que você acha a Florinda boa, peça para ela ser sua mãe, eu não tenho nenhuma objeção.Clarice disse tudo isso com seriedade, como se estivesse fazendo uma despedida final.Ela tinha pouco tempo de vida.Marido enganador, filho que reclama.Chegar a esse ponto na vida era um verdadeiro fracasso.O rostinho de Álvaro fechou, e suas sobrancelhas se franziram imediatamente.— Mamãe, você está falando isso de propósito porque está com raiva, né?Clarice desviou o olhar friamente: — Não, estou falando sério.
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