A respiração de Clarice falhou levemente.Do outro lado, o sorriso radiante de Florinda não parecia o de quem tinha conseguido um relógio, mas sim de quem exibia que o coração de Euzébio pendia para o lado dela.Clarice dobrou os dedos, apertando o cartão vermelho.Fazia muito tempo que não disputava algo com alguém.Também fazia muito tempo que não usava seus contatos.Hoje, parada ali, se fosse por um artigo de luxo irrelevante, Clarice poderia simplesmente não brigar com Florinda.Mas se tratando do presente para o seu irmão, de algo para a sua família, por mais feia ou indigna que fosse a disputa, ela não poderia recuar.Clarice estreitou os olhos, virou-se, pegou silenciosamente o celular na bolsa e mandou uma mensagem.As vendedoras trocaram olhares, sabendo que aquele relógio provavelmente ficaria com as duas recém-chegadas.Logo, o telefone fixo da loja tocou.Florinda sorriu, impaciente: — Atenda logo, deve ser da sede da marca nacional de vocês!A vendedora correu para atende
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