Arthur continuou a acalmá-la, com a mesma paciência com que se embala uma criança assustada.Aos poucos, Larissa foi cedendo.Como se tivesse saído do gelo para se abrigar junto ao fogo, foi se soltando devagar dentro daquele abraço, até a tensão no corpo perder força.Pequena daquele jeito, encolhida contra ele, parecia ainda mais frágil. Leve. Macia. Os dedos se fecharam no tecido da camisa sobre o peito de Arthur. Cercada pelo cheiro dele, acabou afundando no sono mais uma vez.O coração de Arthur quase se desfez.Ele a apertou um pouco mais nos braços, baixou o rosto e lhe beijou a testa de novo... e mais uma vez....Larissa só acordou perto do meio-dia.Na véspera, ela claramente tinha se esgotado demais. Ela praticamente não fez outra coisa além de dormir.Quando se levantou para se arrumar, não viu Arthur no quarto e pensou que ele já tinha saído para a empresa. Só que, ao descer, deu de cara com ele na sala, atrás do sofá, diante da janela do chão ao teto, falando ao telefone.
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