— São para você. Uma vez disse que gostava de rosas vermelhas, então eu trouxe.Ciro estendeu o buquê com as duas mãos. A devoção estampada em seu rosto, somada à beleza que sempre atraía olhares, fez alguns diminuírem o passo ao passar por eles.Ainda nem eram nove e meia da manhã.Ele aparecer ali, justo naquele dia, não podia ser coincidência.Larissa não tocou nas flores.— Como você soube que eu viria hoje?Ciro conhecer seu trabalho como roteirista não era estranho. O problema era outro, ela não ia à produtora todos os dias, e quase ninguém sabia daquela reunião.— Isso não importa, Larissa.Ele manteve o buquê entre os dois, os olhos presos aos dela.— O que importa é que eu amo você. Quero te conquistar de novo. Só peço que me dê mais uma chance.Por um instante, uma dor amarga atravessou Larissa.Durante anos, foi aquele olhar que ela esperou encontrar.Na época, Ciro nunca o ofereceu.Agora, enfim, ele a contemplava como ela tanto desejou um dia.Só que já era tarde.Larissa
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