Em segundos, estamos amarrados com abraçadeiras de plástico que cortam a pele dos pulsos e empurrados rudemente pelos corredores até à garagem subterrânea, onde um carro preto de vidros fumados nos espera. O pânico começa a corroer-me o estômago de dentro para fora. Por um momento de pura lucidez histérica, pergunto-me: Onde é que diabos estão os seguranças desta empresa de alta segurança? A beber café na padaria da esquina? — Olha, se o que vocês querem é dinheiro, é só dizer a quantia exata, mas por favor, não façam mal a ninguém — diz Adrian, mantendo a voz surpreendentemente firme, embora o tom seja gélido o suficiente para congelar o inferno, tentando proteger-me enquanto é encurralado contra a porta do veículo. — Fica quietinho aí no teu canto, magnata de meia-pataca, senão a princesinha é quem vai sofrer as consequências de qualquer gracinha tua — ameaça o bandido sentado no banco do passageiro, lançando-me um olhar nojento, relambório, que me faz o estômago revirar de nojo.
Última actualización : 2026-04-23 Leer más