Quando Mariana acordou, o quarto estava mergulhado na penumbra.Um cheiro familiar pairava no ar.Durante os cinco anos em que viveu presa, ela tinha sentido aquele odor em Bryan várias vezes.Ela não sabia exatamente do que se tratava, mas, sempre que Bryan exalava aquele cheiro, o estado físico dele parecia melhorar de um jeito fora do comum.Com o tempo, deduziu que provavelmente vinha de alguma substância proibida produzida pelo instituto.Ao lembrar do rosto de Bryan pouco antes de perder a consciência, sentiu um arrepio percorrer suas costas.A pele dele estava acinzentada, e o rosto tão magro que suas feições quase pareciam pertencer a outra pessoa.De repente, a luz do quarto acendeu.Mariana estreitou os olhos por reflexo e tentou erguer a mão para proteger a visão, mas o tilintar de uma corrente interrompeu o movimento.Ela parou, surpresa.Só então percebeu que havia uma algema em seu pulso esquerdo, presa a uma corrente.Do pé da cama, a voz rouca de um homem quebrou o silê
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