تسجيل الدخولAo sair da confeitaria, Daniela levou Diego e Ana de volta para o carro.Depois, se virou para Sarah.Sarah já tinha tirado a chave do carro da bolsa. Ao perceber Daniela se aproximando, parou.Daniela ficou diante dela.— Podemos conversar um pouco?Sarah manteve o sorriso simpático.— Claro. Deixa eu adivinhar: você quer falar sobre o Eduardo?— Sim. Nós trocamos WhatsApp da outra vez, mas eu nunca entrei em contato. Acho que minha posição já ficou bem clara.Diante da expressão fria de Daniela, Sarah pareceu um pouco decepcionada.— Eu achei que você só estivesse ocupada demais e tivesse esquecido de falar comigo. Você realmente não tem nenhuma curiosidade sobre as cirurgias que o Eduardo fez naquela época?— Eu não sou médica, mas tenho noção das coisas. Dá para imaginar o quanto um tratamento para reparar cicatrizes de queimadura deve ser doloroso.Sarah explicou:— Um tratamento comum para cicatrizes de queimadura já é bastante doloroso. O Eduardo escolheu uma opção com resultad
Eduardo hesitou por um instante e se voltou para Viviane.— A Daniela sabe que eu estou sem apetite?— Sabe, sim!Viviane percebeu Benjamin atrás de Eduardo fazendo vários sinais para que ela parasse de falar e franziu a testa, sem entender.— Não era para eu contar isso?Eduardo se virou e encarou Benjamin com frieza.Assim que os olhares se cruzaram, Benjamin fechou a boca na mesma hora.No fim, Eduardo não falou nada. Sabia muito bem que, mesmo quando Benjamin fazia alguma coisa pelas costas dele, era sempre com boa intenção.Ainda assim, no dia em que recebeu alta, Daniela tinha mandado apenas as crianças. Ela mesma nem apareceu.A mensagem não poderia ser mais clara.Pelo visto, ele realmente não devia continuar alimentando nenhuma expectativa.A razão insistia em lembrar que Daniela não tinha feito nada de errado. Do jeito que a relação dos dois estava agora, ela não tinha obrigação nenhuma de ir visitar ele.Por coincidência, a sopa que Viviane tinha preparado naquele dia esta
Do lado de fora do escritório, Benjamin bateu à porta.— Sr. Eduardo, abre a porta. Diego e Ana chegaram.Nenhuma resposta veio de dentro.Benjamin abaixou os olhos e fez um sinal para as duas crianças.Os dois entenderam na mesma hora e começaram a bater na porta também.Ana chamou:— Papai, abre! A gente veio ficar com você!Diego logo completou:— Papai, sai daí e vem brincar com a gente. Se continuar trancado aí dentro, a gente vai achar que você não quer ver a gente!Benjamin ergueu o polegar para Diego, em sinal de aprovação.Só que a porta se abriu de repente, antes que ele tivesse tempo de abaixar a mão.Ele ficou sem reação.Eduardo encarou ele por um instante.Benjamin recolheu a mão depressa e abriu um sorriso sem graça.— As crianças também estão preocupadas com você. E foi a Sra. Daniela que teve a ideia de trazer elas para cá. Você não vai querer decepcionar ela, vai?Ana correu até Eduardo e abraçou a perna dele.— Por que você ficou trancado no escritório?Eduardo abaix
— Claro. Eu e a Srta. Yasmin levamos as crianças. A senhora aproveita para dormir um pouco. Sem eles em casa, vai ficar mais silencioso e a senhora consegue descansar melhor.— Então vou para o quarto.— Está bem!Daniela voltou para o quarto e fechou a porta.Tirou o celular da bolsa e retornou primeiro a ligação de Benjamin.O telefone tocou três vezes antes de ele atender.Do outro lado, Benjamin falou em voz baixa:— Sra. Daniela.— Você ligou para mim agora há pouco?Benjamin lançou um olhar na direção do escritório e baixou ainda mais a voz.— Sim. O Sr. Samuel atendeu e disse que a senhora estava dormindo.Daniela respondeu com tranquilidade:— Sim. Ele estava dirigindo, e eu acabei pegando no sono no carro. Você precisava falar comigo sobre alguma coisa?— Então... a senhora e o Sr. Samuel estavam no carro?Daniela franziu a testa.— Onde mais você achou que a gente estava?Benjamin não respondeu.Daniela percebeu que havia alguma coisa estranha naquela pergunta.Pensou por alg
Daniela guardou o celular na bolsa e massageou a nuca, um pouco rígida.— Quando chegar em casa, eu ligo de volta.— Provavelmente não era nada urgente.Samuel foi até o elevador e apertou o botão.As portas se abriram, e os dois entraram.O elevador começou a subir devagar. Dentro da cabine, o silêncio pesava.Daniela mantinha os olhos fixos nos números que mudavam no painel, sem demonstrar emoção.Samuel estava um pouco atrás dela, observando em silêncio.O clima entre os dois tinha ficado estranho.O que Samuel fizera há pouco, ao pegar Daniela no colo, tinha ultrapassado os limites que os dois vinham mantendo até então.E aquilo realmente incomodava Daniela.Afinal, ela não tinha nenhuma intenção de levar a relação com Samuel além da amizade.Quando o elevador chegou ao andar, Daniela saiu primeiro.Samuel veio logo atrás.Ela caminhou alguns passos pelo corredor, mas parou de repente e se virou.Samuel também parou, sem entender.— O que foi?Daniela encarou ele, apertou os lábios
Benjamin levou um susto.Eduardo estava parado à porta, encarando ele com os olhos escuros, sem demonstrar emoção alguma.Benjamin engoliu em seco.— Não fica bravo. Eu só estou preocupado com o senhor. Se não quiser que eu ligue, eu não ligo...— Liga.Benjamin ficou confuso.— O quê?Eduardo manteve os olhos nele e respondeu em voz baixa:— Liga para Daniela agora.Benjamin franziu a testa, sem entender.— E o que eu digo para ela?— Diz que eu não quero comer.Benjamin ficou em silêncio.Eduardo insistiu:— Liga para ela.— Eu ligo agora. Mas o senhor não pode comer primeiro?Eduardo continuou impassível.— Não. Se eu comer, aí não vira mentira?Benjamin ficou sem palavras.Pensou consigo mesmo: “Ele pelo menos é sincero. Só que isso já está ficando infantil demais.”......Samuel tinha acabado de estacionar o carro na garagem quando ouviu o celular de Daniela tocar dentro da bolsa.Ela dormia profundamente.Samuel observou o rosto adormecido dela por alguns instantes. Depois de he
Era uma noite de verão. No quarto principal, mergulhado na penumbra, o colchão da cama grande afundava sob o peso de dois corpos.A cortina leve deixava passar a luz branca da lua.As respirações se misturavam no ar, e as sombras se moviam silenciosamente.Eduardo havia bebido. Seus movimentos não
Nos três dias em que Eduardo não voltou para casa, Daniela também não ficou parada.Ela começou a separar tudo o que lhe pertencia. Tudo o que era seu foi cuidadosamente embalado, e ela chamou uma empresa de mudanças para levar as caixas embora.Viviane, ao ver aquela movimentação, percebeu que des
Se fosse antes, Daniela já teria corrido até ele para exigir explicações.Mas agora não.Ela tinha visto com os próprios olhos, na Villa do Lago, como Eduardo mimava Agatha e Diego.Sabia que Eduardo havia mudado.Mesmo que tivessem outro filho, nada entre eles voltaria a ser como antes.Ela não que
Agatha vestia um elegante traje profissional de alta-costura. Sua figura era esguia, e os longos cabelos castanhos ondulados caíam sobre os ombros. Caminhava com passos firmes e tranquilos, levemente inclinada enquanto dava instruções à assistente que vinha logo atrás.Ela realmente tinha agora o