— Sim, amor. Vou sim — ela responde, com a voz doce, e meu coração se aquece. — Vai, amor — digo, e dou um beijo gostoso nela, longo e profundo. Mas ainda não vou comê-la. Vou deixar para a noite. Estou me segurando, cada segundo uma tortura, mas a noite ela me paga com juros. Solto-a, deixando-a sozinha no banheiro, a água escorrendo sobre seu corpo. Desço as escadas, cada degrau um esforço, vou até a cozinha. — Lurdes, termina aí e está liberada — digo, com a voz firme, sem olhar para ela. — Mas ainda não deu meu horário — ela reclama, com a voz hesitante, seus olhos me questionando. — Estou me lixando para horário. Estou mandando: termina aí e vai embora. Quero a casa vazia hoje — ordeno, com a voz autoritária, deixando claro que não há discussão. — Por quê? — pergunta ela, com a voz curiosa, tentando pescar alguma informação. — Porque não te devo satisfação. Vaza — digo, com a voz fria, sentindo a paciência se esgotar. — Estou terminando aqui já — ela diz, com a voz irrit
Last Updated : 2026-05-03 Read more