A estranheza daquela frase, combinada ao olhar triunfante de Giovana, fez Iolanda se perguntar na hora se ela não estava por trás de tudo aquilo. Antes que pudesse organizar os pensamentos, passos apressados ecoaram às suas costas, seguidos pela voz grave de Ângelo. — O que está acontecendo aqui? — Perguntou ele.Iolanda nem teve a chance de abrir a boca. Lucas se adiantou, apontando o dedo na direção dela com uma expressão de puro pânico fabricado. — Papai, ela me machucou! Ela ia me bater agora mesmo! Você precisa me defender, castiga essa mulher má! — O menino choramingou, espremendo algumas lágrimas falsas. Aquele choro encenado era um contraste bizarro com a crueldade que ele exibia minutos atrás enquanto maltratava Pipoca. Se não tivesse presenciado a cena com os próprios olhos, Iolanda jamais acreditaria que uma criança pudesse ser tão cínica e manipuladora.Mas Ângelo acreditou. Ou, talvez, nem fosse uma questão de acreditar no menino, mas, sim, de seguir seu instinto natura
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